Serra do Rio do Rastro: curvas, neblina e mirantes de tirar o fôlego
Por Equipe Vandor

Há estradas que são caminho, e há estradas que são destino. A Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, é da segunda espécie: em cerca de 13 km entre Lauro Müller e o alto da serra em Bom Jardim da Serra, a rodovia desenha mais de 280 curvas sobre um paredão de mata atlântica que chega a 1.460 metros de altitude.
Vista de cima, nos dias limpos, a serra revela o litoral catarinense ao fundo e o traçado em zigue-zague que virou cartão-postal do país. Vista de dentro da neblina — cenário comum — é uma aula de condução defensiva: faróis acesos, velocidade baixa e atenção redobrada.
O Mirante da Serra, no topo, é parada obrigatória: estacionamento, estrutura de apoio e a vista clássica do paredão. Nos dias de inverno, é comum neve e geada nas cidades serranas vizinhas, como São Joaquim e Urubici.
Para quem viaja de van ou motorhome, a região tem ótimos pontos de apoio em Bom Jardim da Serra e nos vinhedos de altitude do entorno. Motociclistas elegem a serra como uma das voltas mais bonitas do Sul — mas atenção: nos fins de semana o movimento de veículos é intenso.
Dica de ouro: programe a passagem para o fim da tarde de um dia de céu aberto, subindo. O sol se pondo do lado do litoral transforma cada curva em um quadro. E se pegar neblina, não force: espere no mirante. Na Rio do Rastro, esperar também faz parte do espetáculo.
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